Uma boa ideia

A cada dois anos meu contrato de celular expira e eu preciso renová-lo. Esse é meu relato desse ano e a lição que aprendi no processo, então aproveite porque isso só vai acontecer de volta em 2019. Ou não.

Promoções, alguém?

Você sabe que eu sempre tento não pagar preço cheio em nada, é da minha natureza. Se eu sei que em algum momento no futuro o que eu quero vai estar mais barato, não vejo sentido em pagar o preço cheio hoje. Eu funciono assim.

A parte boa do meu contrato de telefonia terminar em Novembro é que é perto da Black Friday, então eu posso aproveitar as ofertas das operadoras para conseguir preços muito bons em um aparelho novo.

O problema esse ano era que eu não queria um aparelho novo.

Eu não quero ou eu não preciso?

Quer dizer… Quem não quer um telefone novinho em folha, com todas aquelas opções novas e tela maior e mais brilhante? Eu quero!

Mas a questão é que eu realmente não preciso de um telefone novo. O meu funciona perfeitamente, não está todo detonado (eu cuido bem do que é meu), já está completamente personalizado com o meu jeito de usar, meus aplicativos, tudo. Eu gosto dele e ele gosta de mim.

Eu estava decidido a simplesmente mudar meu plano e manter meu aparelho. Mas a operadora tinha outros planos pra mim (desculpa o trocadilho).

A eterna luta

A minha operadora, por exemplo, reduziria meu plano de $49 para $40 mensais se eu não pegasse um aparelho novo. Porém, se eu aumentar meu plano para $55/mês, eles me dão um telefone de última geração, Spotify Premium por seis meses e mais $120 em um cartão Visa pré-pago.

Porra…

Aí a questão da matemática entra em campo para ajudar (ou atrapalhar) na eterna luta entre o desejo e a necessidade. Por apenas $6 a mais por mês eu tenho tudo isso, mas se eu não quiser nada disso eu recebo míseros $9/mês de desconto. Aí a coisa complica.

Falei para o vendedor que iria pensar e fazer umas contas, porque com esses argumentos fiquei realmente confuso. E se tem uma coisa que eu não gosto é de tomar decisões no calor do momento. Saí da loja, li alguns reviews sobre o telefone que me ofereceram, fui comer alguma coisa.

Comer, meditar…

Enquanto comia fiz várias contas e todas elas justificavam o telefone novo do ponto de vista monetário, do ponto de vista da matemática. Mas eu sentia que tinha alguma coisa me incomodando, que eu estava tentando achar uma justificativa para fazer algo que eu não queria realmente.

Foi então que a ficha caiu. Eu estava lendo reviews e pesquisando sobre um telefone novo, estava conversando com minha esposa no Whatsapp e contando tudo isso pra ela, assistindo vídeos comparativos entre telefones. Tudo isso no meu telefone atual. Ele realmente me atende mais do que bem até hoje.

Tudo ficou claro, então. O que estava me incomodando era o fato de que no fundo eu não preciso de um telefone novo. De que eu não quero aumentar minha fatura de telefonia. De que eu não quero ser obrigado a gastar $120 em coisas que eu não preciso — eu nem gastei os $75 que ganhei dois anos atrás ainda!!

Cérebro e coração

A grande questão aqui é: eu não quero fazer alguma coisa só porque parece ser a decisão mais lógica. Eu quero fazer o que eu me sinto mais à vontade, o que não vai me deixar com um gostinho amargo lá no fundo do cérebro, por mais que seja a opção mais lógica.

Porque o cérebro (a razão, a matemática) diz uma coisa mas o coração (os nossos valores pessoais, a emoção) diz outra. Às vezes é fácil decidir qual seguir, às vezes é mais complicado.

Como saber? Como decidir? E, mais importante ainda: como saber se o que decidimos é o correto?

Só tem uma maneira: conhecer a si mesmo e parar para se ouvir.

Se eu não me conhecesse um pouquinho, eu não perceberia que tinha alguma coisa me incomodando nessa situação toda. E se eu não parasse para me ouvir quando percebi que tinha alguma coisa diferente, eu não teria entendido o que era.

Por isso que não gosto de tomar decisões imediatas. Porque não tenho tempo e nem condições de me ouvir, de olhar pra dentro e tentar entender o que acontece.

E escrevendo sobre isso agora posso ver que meu jantar no shopping foi uma forma de meditação, foi um momento de conexão comigo mesmo, com meus valores e com o que acredito de verdade. Não, eu não estava sentado de pernas cruzadas em posição de meditação (existe isso?) recitando mantras, mas estava realmente presente ali comigo mesmo, prestando atenção, naquele momento.

O presente é o presente

Uma das habilidades que desenvolvi como coach foi a de ouvir as pessoas que estão sentadas na minha frente. Ouvir de verdade, estar 100% presente naquele momento, naquela conversa. Sem pensar na próxima pergunta. Sem pensar no que tem na minha agenda para depois ou no que deixei de fazer durante o dia. Se você estiver em uma sessão comigo pode ter certeza de que eu estou ali por inteiro.

Mas vejo que ainda tenho que melhorar na questão de estar 100% presente em frente à pessoa mais importante do mundo: eu mesmo. Dificilmente eu paro para me ouvir, tem sempre alguma coisa zunindo baixinho no background, coisas a fazer ou coisas que já fiz.

Esses dias vi uma imagem no Facebook que dizia “O passado já foi, o futuro pode não acontecer. A única coisa certa é o presente”. Eu não posso estar conectado com alguém nem no passado e nem no futuro. O presente é o presente, aproveite para conectar-se com as pessoas (sejam outras pessoas ou você mesmo) AGORA.

Ok, mas… e as finanças pessoais?

Bom, as finanças são justamente isso: pessoais. Tem pessoas por detrás delas. E por detrás das suas finanças pessoais está a pessoa mais importante do mundo para você: você mesmo.

Como disse o filósofo: conhece-te a ti mesmo. Tire um tempo para se ouvir, para entender como você reage diante da opção A e da opção B e você vai ver que escolher entre A e B vai ficar mais fácil, mesmo se você não souber todos os detalhes.

A pode ser “deixar meu dinheiro no Brasil” e B pode ser “trazer meu dinheiro para o Canadá”. Ou A pode ser “pagar as dívidas com esse dinheiro” e B pode ser “guardar esse dinheiro para pagar as passagens dos meus pais”. São sempre escolhas difíceis, eu sei.

Pegar um telefone novo ou reduzir o valor da conta?

A resposta não está lá fora. Ela está lá dentro.

 


 

 

Esse foi meu último post do ano de 2016. Quero agradecer do fundo do coração pela compania e pelo carinho, e por você fazer parte do Meu Dinheiro, Minhas Regras. Sem você esse site não existiria, e eu não teria motivação alguma para escrever.

Obrigado!

Feliz Ano-Novo para você, e que 2017 seja o ano da sua virada financeira! (Fique de olho porque pode ser que eu tenha novidades já no começo do ano, ok?)

— Daniel, seu Coach de Educação Financeira

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