felicidade

Foto por Sammis Reachers @Flickr

Teve uma época da minha vida durante a qual eu trabalhei para uma grande empresa de petróleo no Brasil. Eu realmente não posso dizer que eu era uma pessoa feliz durante esse período.

Eu trabalhava em turnos. Alguns dias eu ia pro trabalho às 5 da manhã, em outros eu ia às 10 da noite. Às vezes eu folgava no fim de semana, às vezes eu folgava no meio da semana.

Eu lidava com produtos químicos, derivados de petróleo altamente inflamáveis. Se alguma coisa pegasse fogo, eu fazia parte da brigada de incêndio e tinha que correr em direção ao fogo, não fugir dele, mesmo havendo o risco de tudo explodir.

Os produtos químicos lá fazem mal à saúde ou podem mesmo matar. Sério, de verdade. Literalmente.

Eu não tinha um plano de carreira, o meu destino era fazer a mesma coisa por anos e anos até me aposentar. No máximo eu poderia mudar de local de trabalho, mudar de estado, mas pra continuar fazendo a mesma coisa que eu odiava. Eu tive um problema seríssimo no ombro que médico nenhum conseguia descobrir o que era. Eu não conseguia levantar o braço, eu tinha que ficar o tempo todo assim com uma tipoia. Mais de um médico me falou que eu deveria operar, mas corria o risco de ainda assim não resolver, porque eles não conseguiam dizer qual era o problema.

O salário mais benefícios eram bons. Mas e daí?

Se nessa época você me perguntasse se eu era uma pessoa feliz, eu provavelmente mentiria que sim. Mas eu tomava anti-depressivos e não raro me enfiava na cama e chorava até dormir, geralmente depois do turno da noite.

E o que a gente faz quando está triste, quando não está feliz?

A gente gasta dinheiro na esperança de se alegrar. E antes que alguém aí fale que isso é coisa de mulher, eu já aviso duas coisas: esse é um pensamento bem machista e não, isso não é coisa só de mulher.

Isso é coisa de gente que não está feliz. Ponto.

Um pesquisador na Holanda resolveu ir mais a fundo nessa questão da felicidade e começou a estudar o assunto.

Ele se perguntou: Se pessoas tristes gastam mais, será mesmo que pessoas felizes gastam menos que pessoas menos felizes?

A conclusão a que ele chegou foi de que SIM. Pessoas mais felizes estão menos propensas ao consumismo e de modo geral elas tem menos dívidas.

Não só isso, pessoas mais felizes poupam mais e tem uma expectativa de poupar ainda mais e gastar ainda menos no futuro, e elas tem uma maior aversão ao risco e preferem investimentos mais seguros.

Pessoas felizes bebem menos e fumam menos. Só isso, pra mim, já comprova que gastam menos, apesar do autor não fazer essa correlação.

Pessoas felizes tem maior controle sobre si mesmas e são melhores em tomar decisões.

Lembram que eu sugeri que a gente estivesse mais presente nos nossos momentos de tomada de decisão? As pessoas mais felizes conseguem focar melhor no presente e os planos que elas fazem para o futuro mais próximo são mais claros e sólidos do que os das pessoas que se dizem infelizes. Assim, elas pensam melhor sobre decisões de consumo. PESSOAS FELIZES TOMAM DECISÕES DE CONSUMO MAIS INTELIGENTES.

Logo, olhando pra tudo isso que os pesquisadores descobriram, você diria que pessoas felizes vivem mais ou menos que as pessoas que se dizem infelizes? É CLARO QUE VIVEM MAIS!

Mas aí vem a pergunta: será mesmo que ESSA é a relação entre causa e efeito? Ou será que não pode ser o contrário?

Será que não é “pessoas que gastam menos são mais felizes?””
Será que não é “pessoas que poupam mais são mais felizes”?
Será que não é “Pessoas que tem maior controle sobre si mesmas são mais felizes”, e não o contrário?

Provavelmente tem alguém pesquisando isso em algum lugar do mundo, porque afinal de contas é assim que a ciência funciona.

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